Sons Frescos #25


Pérolas a rodos neste Verão que não nos abandona:

1) Pink- "Beautiful Trauma"- Vamos parar um momento para apreciar a beleza deste tema: como é a melhor criação de Pink desde "Just Give Me a Reason" (podendo mesmo funcionar como a sequela feliz deste) e como prova uma vez mais a ubiquidade de Jack Antonoff, com créditos na escrita e produção. O álbum com o mesmo título chega já na próxima semana.

2) BANKS- "Underdog"- Não se sabe ainda muito bem o que Jillian Banks anda a preparar, mas a taxa de produtividade  tem estado em alta desde a edição de The Altar (2016). Depois do magoado "Crowded Places", chega-nos o mais upbeat "Underdog", o mais próximo que a norte-americana esteve de criar uma cintilante pérola electropop digna de agraciar o mainstream, forjada pelo habitual colaborador Al Shux. Rah!

3) Kim Petras- "I Don't Want It At All"- Só por um infortúnio do destino é que a alemã Kim Petras não se tornará na próxima grande estrela pop europeia. Os dados estão lançados com o excelente "I Don't Want It At All", infecciosa composição synth/disco pop reminiscente dos anos 00 e cantada com brio e purpurinas, contando com o selo de qualidade de Dr. Luke, outrora bestial e actualmente vilão, mas ainda um produtor de excepção. 

4) Pixie Lott feat. Stylo G- "Won't Forget You"- Depois de uma primeira experiência com a house music em "Baby" ao lado de Anton Powers, Pixie Lott adiciona os elementos tropicais da berra e entrega-nos um solarengo e delicioso single de Verão-fora-de-época que vai manter vivas as memórias dos amantes estivais e vai de encontro às tendências do top 40. Esperemos que resulte, pois já não lhe restam muitos cartuchos na glock rosa-choque.

5) Kimbra- "Everybody Knows"- Kimbra tem sido um intrigante mistério desde que se estreou em 2011. E na verdade esse tem sido o seu maior trunfo. Depois do funkadélico "Sweet Relief", lançado há exactamente um ano, chega-nos agora "Everybody Knows", um portentoso híbrido soul/synthpop forjado pelo produtor John Congleton que também estará por detrás do terceiro álbum da neozelandesa, Primal Heart, esperado na aurora de 2018. 

6) Wild Beasts- "Punk Drunk and Trembling"- Sabemos que estamos a ficar velhos quando olhamos à volta e vemos as referências a tombar: depois dos The Maccabees, os Wild Beasts são a mais recente banda a sair de cena no expoente máximo da carreira. A despedida é assinalada com um derradeiro EP composto por 3 faixas da sessão de gravação do último Boy King (2016), entre elas este propulsivo "Punk Drunk and Trembling", que parece mais recapturar o anterior Present Tense (2014). 

7) Kehlani- "Honey"- Depois de "Good Life", a sua contribuição para a banda-sonora de The Fate of the Furious, "Honey" - melífluo e terno pedaço de pop acústica - é o segundo inédito que lhe ouvimos este ano depois da edição de SweetSexySavage em Janeiro último, um dos melhores títulos de R&B do ano. Movimento acertado e sagaz. 

8) Maroon 5 feat. Julia Michaels- "Help Me Out"- Depois de um trio de singles para lá de decepcionantes, finalmente Adam Levine e companhia conseguem lançar um que parece não ter sido confeccionado em menos de 20 min, ainda que roçando ao de leve a mediania. Diplo escreve, Julia Michaels confere algum charme e Adam Levine, bom, é Adam Levine. Abre caminho para a edição de Red Pill Blues, o 6º álbum da banda esperado a 3 de Novembro.

9) Charlie Puth- "How Long"- Todos passámos a levar Charlie Puth um pouco mais a sério depois do irrecusável "Attention" se ter assumido como uma das músicas essenciais deste Verão. Havia toda uma expectativa para o seu sucessor que não se concretiza propriamente em "How Long", criado em laboratório da mesma costela disco/funk do seu antecessor. As teimas finais tiram-se com a edição de Voice Notes, a 19 de Janeiro.

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