On the dancefloor #5

Tourist feat. Will Heard- "I Can't Keep Up"

Tenho esperado pacientemente pelo dia em que possa acrescentar este DJ originário de Brighton à já vasta colecção de 'Magníficos', mas enquanto esse momento não se proporciona e correndo o risco de perder o comboio, mais vale introduzi-lo primeiro no espaço em que se sente como peixe na água. "I Can't Keep Up" é muito provavelmente um dos temas house mais subvalorizados do ano, estando a passar demasiado despercebido para o nivel de qualidade que apresenta. Tourist apresenta-se como um sério rival aos Gorgon City, com melhores ideias e concretizações, podendo mesmo chegar a morder os calcanhares aos Disclosure. À boleia traz um Will Heard vocalmente irrepreensível que já havia brilhado em "Sonnentanz". Faz parte do excelente EP Patterns, editado em Abril.


Chase & Status feat. Cutty Ranks- "International"

Saul Milton e Will Kennard têm deixado os fãs mais puristas algo desiludidos com a exploração de outros sons na sua última aventura discográfica, Brand New Machine, para além do drum and bass e dubstep pelo qual são conhecidos e muito apreciados. A campanha promocional do álbum tem seguido sempre essa linha, até agora, em que "International" e a sua toada moombahton, mistura de house e reggae, rompem com a tradição e dividem opiniões. Eu cá gosto, pois o vídeo fez-me compreender o espírito da canção. Criaram um monstro, como sempre, mas de rastas e charuto. Mais badass que isto não há.



David Guetta feat. Sam Martin- "Lovers on the Sun"

O DJ francês outrora supra-sumo da primeira liga da EDM perdeu as qualidades que o tornavam o melhor no seu campeonato. Primeiro foram os decepcionantes "Shot Me Down" - com as suas descargas a la Martin Garrix e uma Skylar Grey sublime silenciada cedo demais - "Bad" e "Blast Off" e agora com este "Lovers on the Sun" as coisas melhoram drasticamente mas pouco ou nada se deve a Guetta. É quem com ele colabora que faz disto um tema bastante apetecível, nomeadamente dois indivíduos: Avicii, que empresta a sua ainda fresca e mágica assinatura, e o relativamente desconhecido Sam Martin, que depois disto irá certamente chegar a outras paragens. A aposta visual num western é bem pensada mas depois a execução é péssima. Como é que Ray Liotta veio aqui parar, mesmo?



Sigam-me na página de facebook do blog!

Comentários

Mensagens populares